Extravase

Fale o que vem na cabeça!

“O Julgamento”

em 24 setembro 2007

“O Julgamento”

Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos. Os
filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. O homem
comprou um filhote de pastor alemão.
Conversa entre os dois vizinhos:
- Ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos “pegar”
amizade…
E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se
tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e
vice-versa As crianças, felizes com os dois animais.

Eis que o dono do coelho foi viajar com a família e o coelho ficou
sozinho.

No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche
quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes,
imundo, sujo de terra, morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo,
o cão levou uma surra! Dizia o homem:
- O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?! Todos se
olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus
ferimentos.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?

Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível:

- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o
secador e o colocamos na sua casinha.

E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo,
parecia vivo, diziam as crianças.
Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.
- Descobriram! Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio
bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho, o coelho…
- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi. Antes de viajarmos as crianças o enterraram no fundo do quintal
e agora reapareceu!
A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Mas o
grande personagem desta história é o cachorro. Imagine o coitado, desde
sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito
farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele? Provavelmente
com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos,
imaginando fazer ressuscitá-lo.

E o ser humano continua julgando os outros …

Outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a
tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato
aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos
da verdade?
Histórias como esta são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.
Às vezes fazemos os outros sofrerem por nosso torpe julgamento, pense …

“A vida tem quatro sentidos: amar, sofrer, lutar e vencer”.

Então: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre que
possível … mas NÃO JULGUE DIANTE DA 1ª. VISÃO OU COMENTÁRIO!

Pense nisto …


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